Marechal Cândido Rondon e Toledo destacam-se pela produção dos melhores queijos do país

Reconhecida em todo o país pela excelência, a produção queijeira dos municípios paranaenses ganha destaque pela qualidade de seus produtos.

A Queijaria Meu Propósito, a agroindústria artesanal do distrito rondonense de Margarida, liderada pela produtora Rosane Wirzius Boroski, alcançou o topo do setor., com seu lácteo de coalho “Queijo da Mota” Após conquistar o prestigiado prêmio Super Ouro no Concurso Estadual de Queijos de 2025 com seu queijo coalho artesanal, a queijaria consolidou sua presença na elite nacional ao faturar 11 medalhas no Prêmio Queijo Brasil, em Blumenau (SC) — incluindo três de ouro, em julho de 2026 (Gazeta do Povo).

A produção do Queijo da Motta tem origem em uma antiga receita da avó da produtora. O nome é uma carinhosa homenagem a ela, já que a palavra Motta é uma pronúncia dialetal alemã para ‘vovó’ (Memória Rondonense – Oeste Paranaense).

A Frimesa, expressiva produtora do setor lácteo sediada em Marechal Cândido Rondon, é outra indústria que destaca-se pelo forte reconhecimento e pelas premiações que atestam a alta qualidade de seus queijos. O queijo parmesão da marca acumula importantes títulos nacionais e estaduais, com ênfase na cobiçada medalha Super Ouro — a mais alta honraria da categoria —, além de diversos ouros em concursos renomados (Frimesa).

Na 4ª edição do prestigiado Mundial do Queijo do Brasil, realizada em São Paulo em abril de 2026, a Frimesa foi destaque com a conquista da Medalha de Ouro para os queijos Gouda e Prato. O Queijo Gouda Frimesa foi premiado em todas as suas versões, destacando-se pela maturação de 26 dias e perfil de sabor amanteigado. Já o Queijo Prato Frimesa garantiu o reconhecimento máximo nas versões peça, pedaço e fatiado(Frimesa).

A qualidade da linha de queijos da Frimesa também é reconhecida nacional e internacionalmente, acumulando premiações em variedades como Provolone e Muçarela em eventos de grande prestígio, a exemplo do Minas Láctea e do Mundial do Queijo do Brasil (Copagril)

Além das múltiplas premiações regionais e nacionais, Toledo vem se consolidando também no cenário internacional pela excelência de sua produção queijeira. É resultado altamente promissor entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e o Biopark Toledo.

Os queijos locais vêm conquistando espaço entre os melhores do mundo. O grande destaque dessa trajetória é o queijo Passionata, produzido em parceria com o Biopark e a Queijaria Flor da Terra — que ganhou destaque mundial ao ser eleito o 9º melhor queijo do mundo e o Melhor Queijo da América Latina no World Cheese Awards em Portugal, em novembro de 2024, além de conquistar a medalha Super Ouro no World Cheese Awards de 2025, em Berna, Suiça — evento aclamado como o “Oscar dos Queijos”.

O queijo Passionata destaca-se por um detalhe especial: traz em sua composição a flor do maracujá (Passiflora incarnata), que enriquece não apenas o sabor, mas também confere uma estética única ao lácteo (Fusqueijão).

Outras marcas de queijos do Paraná conquistam espaço entre os melhores do Brasil

Com 667 medalhas conquistadas em premiações nacionais e internacionais nos últimos seis anos, os queijos do Paraná vêm galgando posição de destaque entre os melhores do país e do mundo. Os resultados projetam o estado como referência em qualidade e confirmam a força de uma tradição transformada em produto de excelência, com valor agregado e reconhecimento além das divisas paranaenses.

Boa parte dessas conquistas têm em comum um trabalho que começa muito antes da avaliação dos jurados: a assistência técnica oferecida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), entidades vinculadas à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) que acompanham diferentes etapas da produção: desde o manejo dos rebanhos e dos cuidados com a qualidade do leite à estruturação e à regularização das agroindústrias.

“Por trás de cada produto reconhecido estão famílias que encontraram na produção de queijos uma fonte de renda, propriedades que transformaram o leite em produtos de maior valor agregado, queijarias que avançaram na estruturação e regularização, além de um trabalho de assistência técnica que acompanha o produtor do campo ao mercado. O resultado aparece no pódio, mas é construído todos os dias, entre o manejo do rebanho, a produção do leite e o trabalho dentro da agroindústria”, reforça Karolline da Silva, assessora estadual de Agroindústria do IDR-Paraná (AEN).

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