
O Paraná enfrentou momentos de intensa apreensão entre a tarde de terça-feira (29) e o fim da noite de quarta-feira (30) devido à passagem de uma forte linha de instabilidade. A combinação de uma frente fria com um ciclone extratropical desencadeou tempestades severas acompanhadas de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento superiores a 100 km/h, deixando um rastro de destruição em pelo menos 28 municípios paranaenses (Facebook Jovem Pan).
As regiões Oeste e Noroeste foram as mais atingidas, registrando queda de árvores, enxurradas, destelhamentos, colapso de coberturas de barracões e alojamentos, morte e feridos, além de sérios prejuízos socioambientais (G1).
Em São Miguel do Iguaçu, alagamentos severos forçaram mais de 100 famílias a abandonar suas residências. Moradores de Foz do Iguaçu e Nova Prata do Iguaçu, no Sudoeste, também sofreram com os impactos dos temporais (G1).
Em Medianeira, a força dos ventos derrubou árvores, quebrou vitrines de estabelecimentos comerciais, arrancou telhados e derrubou muros (Catve).
A cidade de Toledo sofreu impactos mais significativos tanto na área urbana quanto na rural, na noite de terça-feira (29 de setembro). O ponto mais crítico foi no Aeroporto Municipal Luiz Alberto Dalcanale Filho, onde hangares e estruturas ruíram, atingindo aeronaves e derrubando fiação elétrica e árvores nas proximidades.
Telhas de zinco e escombros foram arremessados sobre a PR-182, entre Toledo e Palotina, bloqueando o tráfego (Band).
Os danos causados no complexo do Biopark forçaram a suspensão das aulas na instituição (Toledo News).
Em Umuarama, no Noroeste do estado, a tempestade causou uma tragédia: a cobertura de uma quadra de tênis desabou com ventos superiores a 100 km/h, provocando a morte do advogado Rafael Paião, de 42 anos, e deixando outra pessoa gravemente ferida (Bem Paraná).
Nos Campos Gerais, em Piraí do Sul, o temporal destelhou casas e granjas na localidade rural do Fundão — mesma área devastada por um tornado poucas semanas antes (G1).
Ontem (30), um vendaval atingiu Campo Bonito, danificando mais de 60 casas e gerando grandes prejuízos (Cantu em Foco).
No Oeste, municípios como Guaíra, Maripá, Palotina, Cascavel, Assis Chateaubriand , Nova Aurora, Formosa do Oeste, São José das Palmeiras e Ubiratã também registraram estragos expressivos por causa dos fortes ventos (BemParaná).
O evento climático dos últimos dois dia deixou cerca de 106 mil unidades consumidoras sem energia elétrica em todo o estado. No Oeste, onde os estragos foram mais severos, aproximadamente 46 mil imóveis ficaram no escuro (Catve).
Segundo dados oficiais da Defesa Civil do Paraná, o volume de ocorrências consolida este como o pior mês de setembro da história do estado em termos de impactos decorrentes de eventos climáticos extremos.