Segundo dados do Cropdata, portal da Crolife Brasil, o País fechou o 1º semestre de 2026 com 46 milhões de hectares tratados com bioinsumos. Isso representa um crescimento de 18,3% se comparado ao mesmo período de 2025.
A movimentação do mercado de bioinsumos nos primeiros seis meses do corrente ano foi de R$ 1,8 bilhão, a cifra corresponde a omercialização desse tipo de produto a partir do último mês junho quando foram iniciadas as compras mais volumosas para a nova safra de soja.
Do total de 61 bioinsumos com registro ativo no Brasil, de acordo com o Cropdata, de janeiro a junho de 2026, o segmento de bioinseticidas vem tendo o maior volume de vendas, com 858,2 milhões (47%, e de área tratada com 16 milhões de hectares (35%). (Correio do Povo).
A história da biotecnologia no Brasil
O uso de biofertilizantes é uma das referências mais ancestrais do emprego de bioinsumos na agricultura. Práticas como o uso de matéria orgânica, a compostagem, a rotação de culturas e o descanso do solo sempre fizeram parte da rotina da agricultura familiar e tradicional.
Com a gradual expansão da tecnificação rural ao longo dos séculos — intensificada nas últimas décadas —, uma nova abordagem baseada em insumos de origem biológica ganhou forte impulso. Esses produtos atuam no controle de pragas e doenças, no aumento do rendimento das culturas e na melhoria da qualidade do solo.
A integração entre a ciência e as boas práticas agrícolas no Brasil tem gerado resultados altamente positivos por meio de fertilizantes orgânicos, microrganismos benéficos e outros agentes biológicos que substituem defensivos e fertilizantes químicos. O Brasil, inclusive, está na vanguarda mundial desse segmento e, ao associar os bioinsumos a técnicas como o plantio direto, chega a produzir até três safras por ano.
A pesquisa nacional sobre bioinsumos remonta ao início do século XX, exigindo décadas de estudos até alcançar a maturidade. O primeiro marco de sucesso ocorreu em 1967, na Bahia, com o controle biológico da cochonilha-dos-capins (Antonina graminis) em pastagens, utilizando a vespinha predadora Neodusmetia sangwani.
Desde então, com a criação da Embrapa e o avanço contínuo das pesquisas, a bioinspeção e a biotecnologia agrícola projetaram-se de forma acelerada. Hoje, o país conta com um amplo portfólio de produtos de alta eficiência, impulsionando a produtividade e a sustentabilidade no campo (senargoias).