Fome, calor e doenças são apontadas como principais causas de óbitos, segundo o estudo.

Um novo relatório do Climate Impact Lab (Universidade de Chicago), divulgado nesta quarta-feira, 23 de setembro, projeta 451 mil mortes adicionais associadas ao calor extremo no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027. O estudo considera o excesso de mortalidade com base no cruzamento de dados históricos e previsões climáticas, podendo ser agravado pela duração do fenômeno El Niño.
- Impacto global: As temperaturas globais podem subir 1,2 °C acima da média, aumentando em 44% os dias de calor extremo. Os pesquisadores chamam a situação de “cartão-postal do futuro”, antecipando cenários previstos apenas para daqui a duas décadas.
- Países mais afetados: O Sul Global concentrará a maioria dos impactos. As maiores estimativas de mortes são na Nigéria (31,4 mil), Indonésia (19,3 mil), Sudão (17,5 mil), Índia (15,8 mil) e na região do Sahel (66,8 mil).
- Cenário no Brasil: Lidera a América do Sul com 13,3 mil mortes estimadas, com pico de 8 mil óbitos entre dezembro e fevereiro.
- Fatores de vulnerabilidade: A gravidade se deve à falta de acesso a ar-condicionado, sistemas de saúde e infraestruturas precárias, alta exposição de trabalhadores ao sol e anomalias térmicas em regiões já quentes.
- Medidas preventivas: O relatório enfatiza que os óbitos podem ser evitados com alertas precoces, centros de resfriamento, pontos públicos de hidratação, monitoramento de vulneráveis, reforço em prontos-socorros e proteção a trabalhadores expostos ao sol. (Fonte: Correio Brazilense).